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Ministério da Economia defende fortalecer programas sociais

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O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, afirmou que o Brasil e o mundo estarão mais pobres e endividados ao fim da pandemia do novo coronavírus.
Diante desse cenário, ele defendeu políticas mais eficientes para criação de empregos e, também, o fortalecimento de programas de proteção aos mais pobres – mas apontou não ser ‘recomendado’ tornar permanente o Auxílio Emergencial.

“Dada a magnitude dessa crise, você sabe que vai ter piora na taxa de desemprego, que vai aumentar. Infelizmente, uma série de empresas irão à falência. Estamos alertando para algumas medidas que precisam ser tomadas para esse cenário que emergir muito rápido entre junho e julho”, declarou.

Segundo ele, no entanto, “cada mês [do auxílio emergencial] custa mais do que um ano inteiro do Bolsa Família”.

“Me parece evidente que não é recomendado a permanência desse programa. Precisamos fortalecer a rede de assistência social, em um contexto onde não é possível aumentar os gastos públicos”, disse.
Sachsida defendeu que, por conta da manutenção do teto de gastos, sistema pelo qual as despesas não podem subir acima da inflação do ano anterior, os gastos sejam realocados dentro do orçamento público.

“Temos de pegar recursos de programas sociais não eficientes e passar para os programas sociais efetivamente eficientes. Dessa maneira, conseguiremos fazer mais com menos”, disse Sachsida.

Segundo o secretário, não há espaço fiscal para gastar mais. “É o momento de nós, enquanto nação, decidirmos se vamos continuar insistindo em políticas públicas que passem dinheiro dos mais pobres para os mais ricos, ou se vamos mudar isso”, declarou.
Recuperação judicial
Além do fortalecimento dos programas sociais, o Adolfo Sachsida também defendeu políticas mais eficientes de recuperação judicial, por meio de uma lei de falências melhor. Para ele, isso é fundamental dado o número de empresas que irão fechar, como forma de realocar o capital de um setor para o outro e “dar condição para a economia retomar seu dinamismo”.

Também defendeu aumentar a eficiência dos mercados de crédito, de capitais e de garantias. “Precisamos de abertura econômica, privatizações, concessões. Do projeto de lei do saneamento básico, do gás. Na facilidade de abrir e fechar empresa, de retomarmos discussão sobre reforma tributária”, disse.

Ele concluiu afirmando que o no de 2020, será difícil, mas que o ano de 2021 será “melhor ou pior a depender das decisões que tomarmos no segundo semestre desse ano”. “Tenho convicção que com liderança de Bolsonaro, Guedes e colaboração de Maia e Alcolumbre, triunfaremos na agenda de reformas”, afirmou.

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