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Desenrola Brasil: bancos já renegociaram mais de R$ 8 bilhões em dívidas

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Os bancos já renegociaram 1,296 milhão de contratos em quatro semanas, desde o início do programa Desenrola Brasil, em 17 de julho, informou a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) .

Segundo a federação, foram R$ 8,1 bilhões negociados exclusivamente pela Faixa 2 — que foca em resolver as dívidas de pessoas físicas com débitos negativados até 31 de dezembro de 2022 e renda de até R$ 20 mil.

No total, foram beneficiados cerca de 985 mil clientes. A adesão ao programa irá até 31 de dezembro deste ano.

O programa “Desenrola Brasil’ é uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele foi criado para promover um mutirão de renegociação de dívidas de pessoas físicas. A ideia central é tirar pessoas da lista de negativados e retomar o potencial de consumo da população.

Ainda de acordo com a federação, as instituições financeiras limparam o nome de cerca de 5 milhões de clientes que tinham dívidas bancárias de até R$ 100 — uma contrapartida à participação dos bancos no programa.

Isso significa que, se o devedor não tinha outros débitos pendentes, ficou com o “nome limpo” nos sistemas de proteção ao crédito.

Inicialmente, o Ministério da Fazenda projetava que 1,5 milhão de pessoas poderiam ser contempladas por essa medida, mas a meta foi ultrapassada logo na primeira semana do Desenrola.

Vale lembrar, no entanto, que a desnegativação não significa um perdão. O débito seguirá existindo, mas os bancos se comprometem a não incluir os devedores no cadastro negativo.Os números do Desenrola falam por si e são uma grande satisfação para todos, bancos, governo e a sociedade. A grande adesão e o interesse pelo programa na Faixa 2 são uma amostra do que virá em setembro, com a Faixa 1”, avalia o presidente da Febraban, Isaac Sidney.

Desenrola Brasil: vale a pena renegociar dívidas no programa do governo?A Febraban ainda informou que cada banco tem sua estratégia de negócio, “adotando políticas próprias para adesão ao Programa”.

“As condições para renegociação das dívidas, nessa etapa, serão diferenciadas e caberá a cada instituição financeira, que aderir ao programa, defini-la”, disse a federação em nota.

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